Bovespa opera instável; Nubank cai mais de 3%

 

 Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).  — Foto: KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). — Foto: KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera sem direção definida nesta terça-feira (18), de olho nos preços do petróleo, nos juros dos Estados Unidos e na movimentação de servidores em Brasília.

Às 13h37, o Ibovespa subia 0,10%, aos 106.483 pontos. Veja mais cotações.

Os papeis do Nubank estavam entre os destaques de queda, recuando mais de 3%. Mais cedo, chegaram a recuar mais de 6%, para cerca de R$ 7 - levando os BDRs da empresa a perderem mais de 30% de seu valor desde a estreia.

Na segunda-feira, a Bolsa fechou em queda de 0,52%, aos 106.374 pontos. Com o resultado, passou a acumular alta de 1,48% no ano.

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Contexto

No exterior, os preços internacionais do barril de petróleo atingiram nesta terça-feira máximas desde 2014, em meio a preocupações com potenciais problemas de oferta.

Já os principais índices de ações nos EUA cediam, diante da alta dos títulos do governo norte-americano, o que afetava especialmente as ações ligadas ao setor de tecnologia. Os rendimentos dos Treasuries de dois anos, por exemplo, ultrapassaram 1% pela primeira vez desde fevereiro de 2020.

O movimento é influenciado pela perspectiva de alta na taxa de juros dos EUA nos próximos meses. Investidores estão se posicionado para um banco central norte-americano mais agressivo no combate à inflação, antes de uma reunião de política monetária da semana que vem. Na Europa, os índices acionários também cediam.

Por aqui, o foco da semana se volta para pressões de servidores do governo por reajustes salariais e a sanção do Orçamento 2022.

A atenção do mercado a esses pontos se justifica pelo receio persistente em torno de aumentos de gastos – com previsões gerais de piora do déficit fiscal em 2022, ano eleitoral.

Os analistas do mercado financeiro aumentaram levemente a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 2022, de 0,28% para 0,29%, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Já a previsão de inflação para 2022 subiu de 5,03% para 5,09%.

O mercado manteve a projeção para a taxa Selic de 11,75% ao final do ano. A estimativa para a taxa de câmbio em 2022 segue em R$ 5,60 por dólar.




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FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/01/18/bovespa.ghtml

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